
sexta-feira, 27 de outubro de 2006

domingo, 22 de outubro de 2006

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

quinta-feira, 28 de setembro de 2006

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

Choro pelo desgosto que tenho
Choro por todas as vezes que já chorei
E choro por todas aquelas em que nem sequer pude chorar
Quando eu choro
Choro por todos aqueles que já perdi
Todas as feridas reabrem
Sangram ...
E o choro silencioso escorre em cascata
Lágrima a lágrima
Lembrando tudo o que eu perdi
Tudo o que eu não tenho
E tudo o que eu não sou
Quando eu choro
Há um gemido silencioso
Estrangulado à nascença
O corpo mantêm-se imóvel, rígido, inerte, morto
Face estática de olhar parado e fixo
Quando eu choro
Há estilhaços por toda a parte
Laminas que me esfarrapam por dentro
Cortes que me matam devagar
Dor, prolongada agonia
Ah quando eu choro
Sangram-me as veias
Enrigessem-me os ossos
Contraio os espasmos, a dor
E tudo por dentro se contorce
Se desfaz ...
A cabeça roda numa dor latente, aguda e voraz
À velocidade da luz passam imagens
De tudo... mas mesmo de tudo!
Tudo aquilo que um dia me magoou
Ferindo-me novamente
Com uma intensidade imensa
Igual ou mesmo superior
Acutilante...
Quando eu choro acumulo as águas de todos os rios
Que transbordam levando tudo o que sou
Para parte nenhuma
Sem destino algum
Deixo-me arrastar pela tormenta
Num vórtice de escombros
Pedaços de vida
Amor, ódio, fúria, desalento
Sentimentos contraditórios
Quando eu choro
Choro também por tudo aquilo que ainda vou chorar
Por tudo aquilo que sei que vou perder
E choro até o choro dos outros
Quando eu choro...
Chove sempre torrencialmente em algum lugar
E quando a chuva bate na minha janela
Sei que posso parar de chorar
Pois ela chora no meu lugar
Colo a face ao vidro e junto minhas lágrimas às dela
Cadenciada, tilinta devagar
Exausta cedo-lhe o meu lugar
E vejo as minhas lágrimas no seu olhar
Fica um vazio imenso
Um silêncio
Quando eu choro
Choro todas as lágrimas que nunca chorei
Sinto a dor como nunca a senti
E morro, devagar ausente
Numa expressão
Num olhar
Quando eu choro
Choro porque já não há lugar para mais lágrimas cá dentro
E a água sai devagar
Como se extravasasse somente
As dores vão-se acumulando com os anos...
As lágrimas também!
quinta-feira, 14 de setembro de 2006

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Caminhei à beira-mar…o céu refletido no rebentar das ondas pareceu-me perfeito!
O céu azul me fez recordar sentimentos vividos!
O cheiro da maresia transportou-me para um mundo bem distante…
E tu estavas lá!
Sentei-me na areia, sentia-a a escorrer por entre os dedos, fina e leve…
por momentos pareceu-me que aquele momento ia durar para sempre!
Os meus olhos não cessavam de percorrer o areal à tua procura,
queria que estivesses ali a meu lado,
com os teus braços à minha volta,
a dizer-me palavras doces,
tão doces que só tu as sabes dizer!
Procuro-te e encontro-te…sabes onde?
No local mais óbvio…no meu coração!
Estás sempre aí, a acompanhar-me para onde quer que vá!
sexta-feira, 8 de setembro de 2006
Num eterno silêncio...
Num querer impossível
Retalhos de tudo o que não é
falta-me às mãos
Não tenho outra em mim
Apenas meus sonhos ...
Mal-me-quer?
Bem-me-quer?
que me fazes companhia...
que sussuras paralavras doces ...
última a me abandonar
Diz-me:
Tu amas assim como eu ????
quarta-feira, 6 de setembro de 2006

domingo, 3 de setembro de 2006

Da água...........Na água
viva e pura.........viva e pura
sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Se eu tivesse asas te levaria
para um lugar onde pudesse ficar a sós...
Iria sentir teu corpo suave
Iria me encantar com seu toque leve
Me enroscar no teu peito quente
Te beijar...te beijar... te beijar...
Iria te sentir novamente
Saciar meu desejo de te ter
Pousar os meus lábios nos teus
E te abraçar....te abraçar...abraçar...
Iria te mostrar meu amor
Te embalaria e te faria esquecer do tempo
Ficaria de mãos entrelaçadas a olhar o infinito...
Quem me dera ter asas e ir te buscar
Para bem perto de mim
E nunca mais te ver partir...
Por que eu só quero
Te amar...te amar.... te amar
quinta-feira, 31 de agosto de 2006
terça-feira, 24 de janeiro de 2006

sábado, 7 de janeiro de 2006

Não tenho inspiração
O meu coração
Não tem uma paixão
Não tem porque sorrir
Não tem mais nada a sentir
Não sei o que escrever
Porque só sei sofrer
Esqueci o que é amar
Hoje só sei me tormentar
Queria fazer uma poesia
Mais nem começar eu sabia
Tudo de mim o mundo tirou
Hoje nada sou
Descobri que não sou poeta
Que não sou ninguém
Que nada mais me convém
segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

quarta-feira, 30 de novembro de 2005

sábado, 26 de novembro de 2005

Minha alma transcende o tempo.
Quero o amor que traz consigo a honra.
Quero as lágrimas que não se derramam.
Quero a dor que tudo suporta.
Não quero a dor continuada.
Não quero as lágrimas que secam.
Não quero o vazio de alma.
Porque minha alma transcende o tempo...
E quer mais do que a mortalidade pode dar.
Porque a impossibilidade do arco-íris é inquietante.
Porque preciso correr, quando apenas queria caminhar...
domingo, 20 de novembro de 2005

Algo que existe,
mas não se sente,
será verdadeiro?
ou apenas indiferente?
Presença falhada,
será verdade?
a mensagem de saudade,
ou o papel de amada...
Será o nosso fado,
tão tênuo e tão difícil,
tão certo e tão inseguro?
ou apenas o desejo de ser amado?
Querer ser um,
um par!
Mas sinto que sou impar...
e apenas quero
o eterno amar!
sexta-feira, 18 de novembro de 2005
quarta-feira, 16 de novembro de 2005

Se todas as lágrimas do mundo fossem suficientes para derramar a dor da minha incapacidade, eu as derramaria. Mas elas não podem mudar o que não encontra em mim forças para fazer. E eu não vou chorar, apenas vou sentar e contemplar a imagem da felicidade, que se desenha em minha mente com a teimosia de quem tem na vida a porta da alegria. Só preciso descobrir onde deixei a chave...
sábado, 12 de novembro de 2005

Acho que ela se move sozinha e isso é que é genial...
De repente, vc pode ir parar do outro lado do mundo, ou mesmo aqui, mas vendo tudo de uma outra maneira...
Sem querer, você descobre algo que parecia estar longe, mas estava ali o tempo todo...
Ou você vai me dizer que é a mesma pessoa de dez dias atrás?
Agora, mover-se junto com a vida - contra ou a favor do vento - traz a chance das rugas nunca chegarem, pelo menos não aquelas rugas internas, na alma e na cabeça, aquelas do tipo que a malhação não resolve...
Minha idéia sobre mover a vida é a de simplesmente derrubar alguma coisa, pelo menos uma vez por semana...
O que vc já quebrou hoje? Nada? Então quebre alguma coisa amanhã!
quinta-feira, 10 de novembro de 2005

De quem é esta saudade
que meus silêncios invade,
que de tão longe me vem?
De quem é esta saudade,
de quem?
Aquelas mãos só carícias,
Aqueles olhos de apelo,
Aqueles lábios-desejo...
E estes dedos engelhados,
e este olhar de vã procura,
e esta boca sem um beijo...
De quem é esta saudade
que sinto quando me vejo?
terça-feira, 8 de novembro de 2005

O que desejo, o que quero realmente.
Não quero nada e tudo desejo.
Desejo a PAZ...não quero berros.
Desejo o meu AMOR...não quero as discussões.
Quero tanto e nada desejo.
Quero um sonho na realidade.
Quero sorrir, um abraço apertado, uma mão que me agarre....
Nem sei que palavras são estas que escrevo.
Preciso pensar no meu futuro,porque no passado não adianta.
Destrui o caminho que tinha sem perceber e agora estou aqui sentada sem sentimentos....
Olho em volta ouço palavras e não consigo sentir.
Quero a vida mas também já quis a morte, confesso.
Quero mais do que tenho, quero o que já tive e o que nunca tive e sempre sonhei.
Quero alguem do meu lado que não seja apenas Amigo, que seja um futuro...
Quero não pensar...
Desejo não sentir esta dor que está instalada no meu peito...
Quero tanto e nada quero...
Desejo Tudo e nada desejo.
sexta-feira, 4 de novembro de 2005
Em todas as janelas
me debruço,
em todos os abismos
estendo um corda
e caminho sobre o nada.
subo em nuvens,
galgo intermináveis escadas.
e cavernas com um sopro
ou três palavras mágicas.
danço no meio do vento,
pulo dentro da tempestade.
Em cada bifurcação me sento
e tento arrumar o destino,
estranho castelo de areia ....
quinta-feira, 3 de novembro de 2005
adjetivos, substantivos ...
conjunto de letras,
Palavras soltas no ar
podem confortar ou
podem magoar
palavras tem o poder
de devolver a alegria a alma
ou ser mais dolorosa que uma chicotada
a escutar palavras podres, pois...
o primeiro a ferida fecha,
o segundo a ferida amarga ...
quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Deixe-me ...
Deixe-me lhe fazer feliz,
fazer o que nunca fiz,
oferecer-lhe o que você nunca teve,
realizar nosso sonho esperança.
Deixe-me tocar sua pele,
e com sussurros de amor
efervercer sua alma,
pulsar seus pensamentos
acendendo novos desejos.
Deixe-me acordar você com beijos
em leves toques,
acariciar seus lábios com os meus
e despertar em você
sentimentos adormecidos e esquecidos.
Deixe-me olhar seus olhos,
navegar seu mundo,
conhecer seu universo.
Deixe-me deixar
você ser o que quero que seja para mim,
a cada palavra, a cada toque...
Deixe-me ser vital para você,
como você é para mim no respirar,
no pulsar do coração,
na melodia da vida,
na luz que nos ilumina.
Deixe-me ser sua menina,
com seu carinho me faça crescer,
com seu corpo me faça abrasar
e com seu amor
faça sempre te amar.
(março / 2005)
terça-feira, 1 de novembro de 2005

Fui sempre assim, desde menina...
Pensava demais....Fazia de menos!
Sonhava sempre...
Passava horas olhando o nada, o pensamento a mil por hora
Imaginando... Planejando...
Os pensamentos queimando... Procurando uma saída...
A solução para a questão.
Passava horas olhando mapas,
Buscando significados nos dicionário...
Conhecendo histórias e personagens nos livros!
Assim trilhava meu caminho,
Meu mundinho secreto... perfeito... só meu!
Quantas viagens fiz... A mundos imaginários
Quantos personagens criei... E que me encantaram
Fui sempre assim, desde menina...
Adorava o mar... Passava horas olhando pra lá...
Traçava rotas...Muitos eram tortas... Outras mortas
As idéias vinham em turbilhões... aos milhões
Ficava horas imaginando: “O que vou ser na vida?”
Imaginava que seria professora, Ou iria ser médica,
Ou ainda caminhoneira,
E assim ficava a imaginar... Meu amor um dia chegar...
Muitos poemas já fazia, imaginando quando estivesse apaixonada
Extensas cartas escrevia, algumas sem destinatário. Sem remetente...
Escrevia e guardava no tempo
A maioria achava esquisita, avoada... atrapalhada até...
Nunca entendiam que eu pensava... e como pensava!
Tampouco imaginavam que eu era feliz assim... desse jeito
No meu mundo particular!
Mal sabiam eles que era minha maneira de estar livre, serena...
Jamais entenderam que esse era o meu jeito...
Diferente das outras, A criatividade queimava na alma
Porque eu pensava... Porque só assim eu era livre!






